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Controle o balanço entre o trabalho e a vida pessoal e adquira realização pessoal
13-11-2008 16:19:32
ImageO trabalho consome-nos tanto tempo como aquele que nós deixarmos. Irá tomar conta das nossas vidas se deixarmos. Esta é a razão pela qual o balanço entre a nossa vida profissional e pessoal é tão difícil. Estamos a travar uma batalha contra uma força terrível chamada trabalho.

Actualmente, o conflito real está no nosso interior, refere Henry Cloud, consultor e psicólogo, que no seu novo livro, The One Life Solution, endereça a questão do balanço entre o trabalho e a vida pessoal. Henry Cloud salienta ainda que este balanço nunca tinha sido um problema porque a esfera pessoal e profissional se encontravam separadas. Mas já não é este o caso. As nossas identidades estão crescentemente ligadas no nosso trabalho. E no nosso esforço de balancear trabalho e casa, as duas realidades acabaram inexoravelmente ligadas.
Para prevenir que o trabalho não domine as nossas vidas, é necessário definir prioridades claras, refere Henry Cloud. E necessitamos de proteger estas prioridades através de estabelecer e aderir a regras que guiem a nossa conduta. Neste mundo sem limites, possuir os nossos limites pessoais mantêm-nos sãos e focalizados nas coisas que são mais importantes para nós.
Henry Cloud salienta que devemos entender a diferença entre coisas que são urgentes (isto é, prazos, mensagens de correio electrónico, reuniões, chamadas de conferência) e coisas que são verdadeiramente vitais, que nos revitalizam, tal como as nossas relações com a família, os nossos hobbies e a nossa espiritualidade. Quando falhamos na distinção entre as duas, repetidamente escolhemos as coisas urgentes em lugar das vitais porque não resolver as coisas urgentes causa-nos angústia, refere Henry Cloud.  As coisas vitais – o passeio de bicicleta com os nossos filhos, o filme com os amigos – podem ser adiados para outro dia. Mas quando adiamos as necessidades vitais, sacrificamos relações e a nossa felicidade.
A CXO falou com Henry Cloud acerca da importância de ter controlo sobre as nossas vidas, definir prioridades e criar limites. O autor oferece-nos ainda uma visão sobre a psicologia dos “workaholics”, os problemas associados a viver para o trabalho e como gerir as nossas relações com os Blackberrys.

 

CXO: Cada vez menos profissionais parecem ter fronteiras entre as suas vidas pessoais e o trabalho. Por exemplo, os trabalhadores abandonam o escritório para assistir a reuniões com professores; em seguida, compensam o tempo que estiveram fora do escritório levando trabalho para casa. Há algo de errado com esta realidade?


Henry Cloud: Era comum que a vida pessoal e o trabalho fossem duas realidades diferentes. O trabalho era um local e quando não estava no escritório estava ausente do trabalho e possuía a sua vida pessoal. Existia ainda um tempo para o trabalho entre as 9 e as 6 e existia uma fronteira de tempo. Quando não estava no trabalho, estava desligado. Estas fronteiras de espaço e de tempo continham o trabalho e a sua vida pessoal era algo separado.
Deixaram de existir limites de espaço e de tempo que separem o trabalho e a vida pessoal. Os pagers foram os primeiros a furar esta realidade. O seu patrão podia encontrá-lo em qualquer local e a qualquer hora. A seguir vieram os telefones celulares, a Internet, o correio electrónico e os PDA.
Em vez de pensarmos acerca destas vidas separadas, temos que pensar como é que podemos ter controlo de como é que vamos dar o nosso tempo e comoé que vamos gastar a nossa energia. É absolutamente necessário ter controlo sobre esta realidade. Se as pessoas deixam de ter limites pessoais vão começar a sentir-se fragmentadas e perdidas.

 



 
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