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CIO Agenda 2010: "Legislação não acompanha projectos de TI na administração pública”
24-06-2010 17:58:42
ImageCom maior ou menor importância as TI são uma peça fundamental no negócio das empresas. O seu valor estratégico parecer ser reconhecido de várias formas. Eduardo Rodrigues, da Megasis, revela que “o CIO faz parte do conselho que define a estratégia da empresa”, enquanto que Manuel Ferreira é mais dramático. Considera-as “fundamentais” para sobrevivência da Galp. Mais enfático ainda, desafiou os presentes a demonstrarem um negócio que não beneficie no seu modelo de uma componente de TI para se tornar mais eficiente.
 Luís Pinto descreveu um cenário evolutivo na organização onde trabalha, que o quadro legislativo não tem conseguido acompanhar. Os responsáveis das TI estavam arredados dos momentos de decisão, nos quais as “TI eram deixadas para trás”. Hoje estando Mais integrados nos processos de decisão os deparam-se com uma produção legislativa incapaz de acompanhar a evolução dos projectos de TI, e por isso, de lhes dar um enquadramento legal necessário.
Segundo Luís Pinto levará algum tempo até deixar de haver, por exemplo, interpretações jurídicas antagónicas, sobre determinadas áreas. Além disso “criar organizações sem fronteiras e transversais, assusta muita gente, e torna-se incómodo passar essa cultura para modelos de gestão”, explica o CIO da DGITA Eduardo Rodrigues, da Megasis, reconhece que ainda hoje há de facto muitas barreiras à desmaterialização de informação e de processos, mas Manuel Ferreira considera que é possível desenvolver muitos projectos, em situações nas quais os projectos só dependem das equipas das organizações.
O CEO da Megasis é peremptório a salientar que as TI proporcionam importantes vantagens comepetivas – ao contrário do que dizia Nicholas Carr, e diz mesmo que são importantes para a sobrevivência da empresa. Mas por outro lado, Manuel Ferreira manifestou uma dificuldade ainda muito frequentes nos departamentos de TI: avaliar os resultados do projectos. “É difícil consegui-lo por haver muitas variáveis”, diz o responsável. O mesmo acrescenta que é muitas vezes necessário  “chegar ao negócio e explicar como a alteração de processos, suportada pelas TI, pode resultar em redução de custos.
Mike não vê como as TI não podem proporcionarvantagens e produzir resultados. E como exemplo explica o caso do e-mail: “Mesmo alguns projectos (como o email ) que não têm business case explícito são extremamente estratégicos”.
 
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