Uma estratégia de segurança para o inesperado no Mundial
23-06-2010 18:17:05
Qual é o maior desafio na protecção dos espectadores do Mundial 2010? O consultor em segurança, William Besse explica como pode ser, o que normalmente não se imagina.
Sendo um dos maiores eventos desportivos do mundo, o Mundial de futebol engloba múltiplos jogos realizados em várias cidades. Esse cenário coloca uma miríade de desafios de logística e comunicação numa área volátil de altos índices de crime. William Besse é vice-presidente da empresa Andrews International, dedicada a consultoria, investigação na área da segurança, e mitigação de risco. Foi CSO da Belo e desempenhou um papel fundamental no planeamento das medidas de segurança para as Olimpíadas de Atenas, Turim e Beijing. Besse está agora a liderar os esforços para um grande cliente que está a assistir ao mundial e a organizar eventos alusivos, durante um mês. O consultor falou dos planos de segurança e das suas maiores preocupações. CXO – Que tipo de trabalho tem andado a fazer para preparar o evento?
William Besse – Os preparativos começaram há mais de um ano quando o cliente organizou um evento em Instambule, na Turquia. Parte do evento consistia em mover a Taça do Mundo, desde Zurique, onde normalmente está alojada, para a capital da Turquia. A logística inerente ao transporte de um ícone do desporto mundial tão conhecido foi admiravelmente complexa. Fora dos Estados Unidos as pessoas querem ver a Taça e tocá-la. Movê-la tornou-se mais complexo do que pensávamos. Tem a sua caixa própria e regras sobre como deve ser alojada e armazenada. O nosso cliente está profundamente envolvido no Mundial e temo-lo ajudado a planear a logística relacionada como o facto de ter um grande número de pessoas associada à organização, e a viajar para a África do Sul para assistir aos jogos durante um mês. Contrasta com o Super Bowl, que apesar de ter projecção mundial, só envolve duas equipas, durante uma semana, enquanto o Mundial demora um mês e envolve 32 equipas em 13 estádios. Alguns deles têm capacidade para 100 mil pessoas. O evento acaba por ter complexidades de segurança e logística de movimentação de pessoas, de protecção do país inteiro, que é instável em certos sítios. CXO – Então qual é o maior desafio quanto à segurança do evento? Qual é a maior preocupação no planeamento?
WB – Podemos falar sobre terrorismo e o crime nas ruas e por aí diante. Mas quando um grande número de pessoas precisa de protecção, como nos é exigido com o nosso cliente, a minha experiência diz que teremos umas centenas ou milhares de pessoas juntas num ambiente de forte carga emocional, vindas de um período de viagem, com estímulos de todos os tipos, e cansadas. Uma emergência médica é um dos eventos de maior pressão capaz de acontecer. E na Africa do Sul descobrimos uma série de hospitais onde não "devemos" receber cuidados médicos. Este cliente em particular e muitos dos grandes patrocinadores deverão organizar o seu próprio micro-sistema de cuidados de saúde de urgência. No planeamento do Mundial, a segurança em cada local está desenhada em camadas. Olhando para uma série de diagramas e falando com uma série de pessoas envolvidas, percebe-se que têm estes perímetros de parede construídos em torno de zonas de protecção, dando acesso aos estádios. A organização do Mundial tem implementado um sistema de emergência médica. Mas quando se tem um grupo de pessoas de um patrocinador podemos não estar muito interessados em usar o sistema público. É melhor contratar a SOS International, e poder escolher para que hospital vai ser transportado o cliente, além da qualidade dos serviços. É um assunto que tem de ser resolvido com bom planeamento e um parceiro local. Entre 350,000 a 375,000 pessoas morrem todos os anos de ataques cardíacos súbitos. E em termos estatísticos a probabilidade de isso acontecer é maior do que a ocorrência de um ataque terrorista.
CXO – Com o volume de pessoas presentes no Mundial, o que precisa de considerar quando tem de gerir multidões?
WB – Primeiro é necessário perceber no terreno onde estão as saídas e as entradas, os locais de acreditação, as creditações, e assuntos desse tipo. Há formulários pré-preenchidos, muito detalhados, sobre o nome e nacionalidade das pessoas, havendo correspondência com os bilhetes para os jogos. Se a equipa de segurança não fez um trabalho prévio adequado, de forma a ter um bilhete para o estádio com acesso aos lugares, talvez nem consiga ter acesso ao sítio onde o cliente está sentado.
CXO – Quando se está encarregue da segurança privada de um cliente, os seus planos poderão chocar com as medidas de segurança da organização do evento?
WB – Por vezes, sim. Não se pode chegar lá no dia do evento e esperar que seja fácil trabalhar na zona sem problemas. É necessário abrir uma linha de comunicação antecipadamente e ter um parceiro local, além de ser necessária a sensibilidade adequada sobre as questões culturais, além das questões linguísticas.
A Panda Security difundiu um alerta para o aparecimento de um novo worm, o FTLog.A, que se distribui através do site Fotolog, rede social utilizada por cerca de 30 milhões de utilizadores em todo o mundo. O worm distribui-se inserindo comentários nas páginas dos utilizadores afectados, solicitando que cliquem num link que supostamente permite aceder ao vídeo:
Nas últimas 24 horas, a Panda Security detectou a propagação massiva de um falso alerta de vírus (ou hoax) entre utilizadores do Facebook. Na realidade, trata-se de nova tentativa de infectar os utilizadores com falsos programas antivírus (ou rogueware). O falso aviso é distribuído por e-mail e os utilizadores reencaminham-no ou divulgam-no no Facebook, propagando este hoax.
À semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos meses, com a proliferação de falsos programas de antivírus, no decorrer desta semana apareceram a circular na Web mais três exemplares destas aplicações fraudulentas. LivePcCare, DesktopDefender2010 e APcDefender são os três novos antivírus que apareceram a circular na Web no decorrer desta semana.
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