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Gartner divulga previsões para 2010 |
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26-01-2010 11:41:33 |
Com base na compilação dos estudos realizados em 2009 e em previsões divulgadas para este ano, a consultoria Gartner apresentou as suas 250 principais projecções para as TI a médio prazo, abrangendo 56 mercados, segmentos de mercado e indústrias.
Os analistas do Gartner sustentam que as tendências do ano passado, em termos de transferência de propriedade e fluxos de receitas continuam, tornando-se mais pronunciadas e mais focalizadas este ano. À medida que o ambiente macroeconómico se ajusta a um novo equilíbrio entre a oferta, procura e regulação, o foco das previsões do Gartner para este ano foi expandido para incluir as mudanças na maneira como os utilizadores interagem com as TI. "Numa altura em que as organizações fazem planos para aproveitar a recuperação económica e se preparam para o regresso aos crescimentos, as nossas previsões para 2010 focalizam-se no impacto de mudanças críticas no equilíbrio do controlo e do poder nas TI", afirma Brian Gammage, vice-presidente e investigador do Gartner. "Com o aumento da supervisão financeira e regulatória de todas as decisões de investimento nas tecnologias, poucas serão as organizações não afectadas por este controlo mais apertado", considera. Daryl Plummer, outro vice-presidente do Gartner, afirma por seu turno que "para muitas organizações, os desafios económicos e orçamentais de 2009 conduziram a importantes mudanças na forma como as decisões de investimento em TI são conduzidas, acelerando a tendência para uma maior responsabilização e transparência em todo o processo". Na sua opinião, "dada a necessidade de um maior nível de justificação e responsabilização nesses investimentos, os chief financial officers (CFOs) assumem um papel cada vez mais importante no processo. Embora a generalidade das organizações entre em 2010 com os olhos postos no regresso aos crescimentos, esta supervisão e controlo financeiro não deverá afrouxar nos tempos mais próximos. Para os responsáveis de TI, torna-se cada vez mais imperativo que comecem a falhar a linguagem dos negócios fluentemente". As previsões do Gartner para este e para os próximos anos incluem: * Até 2012, 20 por cento das empresas não possuirão activos próprios de TI. Várias tendências interligadas estão a conduzir a uma diminuição crescente dos activos tecnológicos nas empresas, como sejam a virtualização, o cloud computing e a utilização por parte dos funcionários dos seus próprios portáteis, para realizar tarefas profissionais através das redes das empresas. A necessidade de hardware – seja nos data centers ou nas mesas dos colaboradores – não desaparecerá, mas a redução de custos proporcionada pela transferência desta propriedade para terceiros permitirá desviar os orçamentos de TI para projectos mais estratégicos. * Em 2012, as empresas de serviços de TI indianas representarão 20 por cento dos principais agregadores cloud do mercado (através da oferta de serviços cloud). O Gartner diz que estas empresas estão a sedimentar as suas posições no mercado e a ser bem sucedidas na exploração de modelos não lineares de geração de receitas, realizando paralelamente esforços importantes no campo da investigação e desenvolvimento, especialmente na área do cloud computing. O trabalho colectivo realizado pelas empresas indianas representa, de acordo com a consultora, um importante segmento do mercado dos agregadores de serviços cloud. * Em 2012, o Facebook tornar-se-á num eixo central para a integração das redes sociais e socialização Web. Através do Facebook Connect e de outros mecanismos similares, o Facebook irá suportar e liderar o desenvolvimento de uma Web social distribuída e interoperável. À medida que o Facebook continua crescer e a ultrapassar outras redes sociais, esta interoperabilidade tornar-se-á crítica para o sucesso e sobrevivência de outros sites concorrentes, bem como canais de comunicação e sites de media. Outras redes sociais (incluindo o Twitter) continuarão a desenvolver-se, procurando uma maior adopção e tendo em vista a especialização em áreas de conteúdos específicas, mas o Facebook irá, de acordo com o Gartner, representar o denominador comum de todas elas. * A maioria dos orçamentos dos projectos de TI irá prever, em 2014, custos relacionados com a diminuição de emissões de carbono. Hoje, a virtualização de servidores e a gestão do consumo eléctrico dos desktops já representam importantes poupanças nos custos energéticos das organizações, permitindo justificar determinado projecto. A inclusão dos custos da redução das emissões de carbono no caderno de encargos desses projectos ajuda a controlar o custo real de cada um deles e a monitorizar as emissões de carbono de cada organização. * As pressões económicas e políticas para que as empresas demonstrem uma maior responsabilidade nas suas emissões de carbono irá obrigá-las a quantificar as reais emissões inerentes a cada projecto. Os fabricantes serão pressionados a apresentar estatísticas acerca das emissões inerentes à produção dos seus produtos, sob pena de serem castigados por um mercado cada vez mais exigente do ponto de vista ecológico. * Em 2012, mais de metade (60 por cento) das emissões de gases de efeito de estufa de um computador novo serão feitas antes de o utilizador ligar a máquina pela primeira vez. O progresso feito no sentido de reduzir a energia necessária para construir um PC tem sido lento. Ao longo de todo o seu ciclo de vida, um PC tradicional consome 10 vezes o seu peso em combustíveis fósseis, mas cerca de 80 por cento do consumo total de energia de um PC ainda acontece durante a sua produção e transporte. * O Gartner diz que a crescente sensibilização, por parte de quem compra e de quem influencia a compra, para as emissões de gases de efeitos de estufa está a pressionar a indústria das TI para a necessidade de limitar este problema. Os consumidores querem cada vez mais saber aquilo que estão a comprar, nomeadamente no papel que esse produto ou equipamento representa quanto ao respeito pelo meio ambiente. Os fabricantes de tecnologia devem, por isso, preparar-se cada vez melhor para proporcionar aos seus clientes todos os dados relativos às emissões de carbono dos seus produtos. * O marketing de Internet será regulado em 2015, controlando investimentos superiores a 250 mil milhões de dólares em todo o mundo. Apesar dos esforços internacionais para eliminar o "spam" associado às acções de marketing, este continua a ser abundante em todos os canais de marketing. As pressões para uma maior responsabilização significam que o sentimento de irritação por parte dos clientes acerca destas estratégias mais agressivas deverá conduzir à aplicação de regulação que supervisione o marketing na Internet. As empresas que têm na Internet o grande foco das suas campanhas de marketing podem ver-se numa situação em que não conseguem chegar aos seus públicos alvo como antes, ficando assim numa posição de desvantagem competitiva quando essas regulações entrarem em vigor. * Mais de três mil milhões de adultos em todo o mundo poderão realizar transacções electrónicas via telemóvel ou Internet em 2014. As economias emergentes irão registar uma adopção muito rápida aos dispositivos móveis e à Internet ao longo dos próximos quatro anos e, ao mesmo tempo, os avanços tecnológicos no campo dos pagamentos electrónicos móveis irão estimular o recurso ao telemóvel para realização de transacções. Na opinião do Gartner, estas duas tendências farão com que a vasta maioria da população mundial consiga, por volta de 2014, realizar transacções electrónicas sem dificuldade. * O Gartner prevê que, também em 2014, haverá uma taxa de penetração móvel de 90 por cento e 6,5 mil milhões de ligações móveis. Essa penetração não será, contudo, uniforme, com continentes como a Ásia (à excepção do Japão) a registar uma penetração de 68 por cento e África com 56 por cento. Embora nem todas as pessoas que possuem telemóveis ou uma ligação à Internet venham a realizar transacções online, pelo menos todos terão a capacidade de o fazer se assim o entenderem. As transacções de dinheiro serão as mais dominantes nos mercados emergentes em 2014. * Em 2015, os modelos de negócios baseados no contexto serão tão influentes para os serviços móveis ao consumidor como os motores de busca são para a Web. Enquanto as pesquisas proporcionam a "chave" para organizar informação e serviços na Web, o contexto irá proporcionar a "chave" para disponibilizar conteúdos extremamente personalizados através de plataformas como os smartphones. As pesquisas concentram-se na criação de conteúdos susceptíveis de serem analisados, enquanto o contexto centrar-se-á na observação de padrões, particularmente em termos de localização, presença e interacções sociais. * Até 2013, os telemóveis vão sobrepor-se aos PC como o dispositivo mais utilizado no acesso à Internet em todo o mundo. De acordo com as previsões do Gartner acerca da base instalada de PC, o número total de computadores em utilização chegará aos 1,78 mil milhões de unidades em 2013. Nessa altura, a base instalada combinada de smartphones e telemóveis equipados com browsers excederá os 1,82 mil milhões de unidades e será, assim, superior à base instalada de PC. |
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