À medida que um número cada vez maior de empresas utiliza a virtualização e adere ao cloud computing, o circuito das Tecnologias de Informação (TI) vai-se tornando mais complexo. Em 2010, para os administradores dos departamentos informáticos, isso implica uma actualização dessas tecnologias a fim de monitorizar, administrar e optimizar este circuito.
Os observadores do sector afirmam que em 2010 os maiores desafios que as empresas irão enfrentar serão mais de ordem cultural do que de ordem técnica. De forma a quebrar a tendência para trabalhar em domínios, ou silos, e proporcionar uma melhor interacção entre as soluções de TI e as necessidades empresariais, os departamentos informáticos enfrentam tarefas titânicas em 2010. Por exemplo, a virtualização e o cloud computing requerem um tipo de acção transversal aos domínios das TI que levará as empresas do sector a quebrar essas barreiras em função das novas tecnologias. "Hoje em dia é uma grande limitação que não permite optimizar todo o potencial das ferramentas informáticas mais recentes, especialmente ao nível das empresas. As empresas trabalham em “silos”, não só entre domínios de diferentes áreas (por exemplo, network, aplicações, servidor, desktop e armazenamento) mas também dentro dos domínios da mesma área como, por exemplo, a administração do servidor de Linux, a administação do mainframe, a administração do Windows e a administração da virtualização", afirma David Williams, vice-presidente da área de investigação da Gartner. "Esta situação está aos poucos a ser resolvida com a criação de novas atribuições e de equipas multi-disciplinares. Em 2010, as empresas de TI vão continuar a repensar a sua organização de forma a permitir que as tecnologias informáticas proporcionem um serviço mais centralizado e mais interactivo com as actividades empresariais." Os analistas afirmam que se os obstáculos culturais forem ultrapassados, em 2010 vai estar disponível uma série de novas ferramentas que permitem facilitar a adopção de tecnologias avançadas por parte da maioria dos departamentos informáticos. De seguida faremos uma breve abordagem de 5 novas tecnologias que, segundo os observadores, poderão tornar-se indispensáveis para optimizar a performance das TI e dos centros de operações de dados avançados durante o próximo ano.
No. 1: Garantia de Soluções TI Administrar a performance das soluções TI envolve um sem número de tecnologias que serão avaliadas segundo diversas perspectivas, incluído a experiência do utilizador relativamente à aplicação. Isso implica que os departamentos de TI necessitam de “visionar” o fluxo de tráfico da rede bem como o desempenho da aplicação através dos múltiplos componentes que suportam os serviços de TI. Das descobertas tecnológicas avançadas à análise do fluxo de tráfego e à monitorização de transacções, os departamentos de TI necessitam de ter uma visão geral do serviço— mesmo que, por exemplo, se desenvolva na Rede Corporativa e viajem em perímetros externos à “nuvem”. A premissa da garantia dos serviços de TI não é inteiramente nova e até há pouco tempo atrás era sobretudo uma preocupação dos fornecedores de Serviços, mas as empresas de TI começaram recentemente, por direito próprio, a envolver-se neste domínio. Companhias como a BMC, a CA, a HP, a IBM e, recentemente a EMC, anunciaram a sua capacidade de oferecer propostas no âmbito do ciclo de vida de um serviço de TI. A velocidade a que as companhias adoptam e expandem o uso da virtualização e o interesse crescente em ambientes internos e externos de cloud computing faz aumentar a necessidade desta tecnologia em 2010. "Necessitamos de ter uma visão global, o que implica visibilidade e controlo sobre a qualidade da experimentação do utilizador e sobre a qualidade dos serviços," diz-nos Evelyn Hubbert, analista sénior da Forrester Research. "O que quer dizer que precisamos de ver como o tráfico flui através da Rede, de ver os sistemas, as aplicações as bases de dados na medida em que todos participam nos serviços. As companhias de TI compreenderam que precisam de administrar os serviços e não as infra-estruturas."
No. 2: Administração de Sistemas Virtuais Em relação a 2010 os revendedores parecem ser discretos em relação à administração dos sistemas virtuais, enfatizando as possibililades de administração da “nuvem”, mas os observadores do sector afirmam que sem apoio aos sistemas virtuais heterogéneos e às ferramentas de desempenho e gestão avançadas, não poderá existir um sistema de administração em cloud. "A virtualização e as tecnologias de automação estão directamente relacionadas com o modelo cloud. Os servidores virtuais abarcam o ambiente de computing e a automação permite que a “nuvem” seja monitorizada, administrada e compatível," adianta Andi Mann, investigador chefe da Enterprise Management Associates. "A virtualização é actualmente um fenómeno mainstream e existem grandes movimentações em torno dos sistemas de gestão virtuais”, refere. Players de nicho estão a recorrer ao VMware para se expandirem, levando a que a sua tecnologia cubra uma parte mais extensa das empresas. Em 2009 a administração de sistemas virtuais tornou-se obrigatória para os fabricantes e, em 2010, as empresas de TI vão certamente equipar as suas toolboxes com sistemas de suporte virtual multi-hipervisor. Nos últimos cinco anos companhias como a VKernel, a Surgient, a Fortisphere, a ManageIQ, a Embotics e a Veeam surgiram em cena com a ferramenta de administração VMware, mas os analistas afirmam que certamente algumas destas jovens empresas serão adquiridas por empresas maiores que necessitam de preencher algumas lacunas no menu dos seus produtos. "São esperadas muitas aquisições, especialmente no espaço da administração virtual, no qual se espera a consolidação de pequenos fabricantes", sustenta Mary Johnston Turner, investigadora chefe da IDC.
No. 3: Catalogação de Soluções TI À medida que os departamentos de TI começam a optimizar a sua prestação de serviços, melhora também a forma da sua divulgação junto da comunidade de utilizadores. Os analistas afirmam que a tendência para disponibilizar soluções TI em catálogos, facilmente acessíveis na Web, vai expandir-se em 2010 à medida que as organizações apurem os seus processos e se sintonizem cada vez mais com as exigências empresariais. "Os catálogos de serviços são muito úteis, mas com a adopção do modelo cloud tornam-se fundamentais", diz EMA's Mann. "As companhias de TI compreenderam que têm de fazer saber ao utilizador quais os serviços que podem disponibilizar, com que frequência e, em certos casos, por quanto dinheiro. É difícil de imaginar uma adopção generalizada de cloud computing sem um catálogo de soluções TI", sublinha. A ideia deste catálogo não é nova, mas os observadores do sector sugerem que a recessão do ano passado pode ter dado um novo alento ao esforço para identificar, descrever e publicar estas listas. Códigos de Boas Práticas como o que foi editado pela ITIL definem como as empresas de TI devem elaborar os seus catálogos, e revendedores como a BMC, a Digital Fuel, a newScale, a Oblicore e a PMG também desenvolveram produtos que ajudam a criar estes catálogos. "As empresas querem ter os seus serviços catalogados para que os clientes saibam o que podem obter e quanto irão pagar. Isto permite que as empresas de TI estruturem o seu pessoal e organizem o seu trabalho em função da procura actual" conclui Evelyn Hubbert.
No. 4: Processo de Automação Virtualização e cloud computing vão depender da automação mais do que qualquer outra tecnologia. Os analistas afirmam que o processo de automação ao nível das TI já se tornou uma ferramenta obrigatória para empresas que fornecem serviços virtuais e acrescentam mesmo que o potencial dos serviços cloud computing não pode funcionar sem automação. "As pessoas precisam da automação para tudo, desde aprovisionar os servidores virtuais, auditar ambientes e assegurar configurações consistentes. Pelo lado da monitorização, a automação permite acompanhar o ritmo dos ambientes virtuais e reconhecer alterações através de processos a que um operador humano não poderia nunca aceder", afirma Jim Frey, investigador chefe da EMA. "A automação pode ainda ser usada para efectuar análise e ajudar a identificar potenciais problemas antes que estes afectem a eficácia do serviço nesses ambientes", considera. A automação do processo de TI deve ter tanta procura que se espera que mesmo as companhias que não estão directamente ligadas ao software de gestão apostem financeiramente nesta tecnologia. Por exemplo, a Microsoft adquiriu recentemente a Opalis, uma empresa de processos de automação, e os analistas afirmam que os revendedores já se aperceberam da importância da automação para as organizações de TI em 2010. "O processo de automação das TI é uma tecnologia realmente necessária e torna-se ainda mais importante quando falamos de sistemas virtuais porque a virtualização requer respostas rápidas, requer que os processos se realizem a uma velocidade automática, não a uma velocidade humana", adianta Mann. “Com esta aquisição a Microsoft tem a possibilidade de expandir a automação ao Azure e a outros ambientes cloud, porque o cloud computing requer um nível de desempenho e de coordenação global que a Microsoft não poderia ter atingido sozinha a curto prazo", conclui.
No. 5: Planeamento de Recursos As empresas de TI que já utilizam a virtualização e que esperam explorar o cloud computing também precisam de adoptar o planeamento de recursos de novas tecnologias em 2010. Combinando a capacidade de planeamento e de gestão financeira bem como a utilização e avaliação dos serviços, o planeamento de recursos de TI permite que os departamentos informáticos compreendam de que forma os serviços estão a ser consumidos e assegurem que, mesmo nos ambientes mais dinâmicos, têm capacidade de responder rapidamente às necessidades empresariais. "Hoje em dia a capacidade de planeamento passa sobretudo por conseguir garantir que temos capacidade e ciclos de memória suficientes para ir ao encontro das exigências empresariais. Mas a virtualização gera novas variáveis que devem ser levadas em conta e um consumo elevado é apenas uma entre muitas outras", adianta Cameron Haight, vice-presidente de investigação da Gartner. Ao nível do Planeamento de Recursos de TI (ITRP- IT Resource Planning), adianta este perito, “existem ainda muitos outros elementos a considerar e dentro das empresas todo o processo deve ter um carácter muito mais estratégico". No início deste ano, os analistas do Gartner apontaram num relatório detalhado as muitas variáveis que devem ser consideradas para elaborar um planeamento de recursos de TI adequado. As funcionalidades tradicionais das TI devem ser consideradas bem como as necessidades empresariais, o capital humano, os parâmetros financeiros, instalações, power data, risco, informação pertinente e a carga de trabalho. "Imagino o dia em que o serviço de planeamento de TI consiga analisar os recursos de que dispõe em determinado dia e avaliar se pode contar com “a prata da casa” ou se precisa de recorrer a serviços externos para atingir o máximo desempenho", diz Haight. "Não está assim tão longe da realidade dos nossos dias a possibilidade de as empresas de TI terem todas as ferramentas afinadas de forma a analisarem rapidamente os custos, qualidade e desempenho dos serviços a partir de múltiplas fontes e escolherem a melhor opção caso a caso".
A Panda Security difundiu um alerta para o aparecimento de um novo worm, o FTLog.A, que se distribui através do site Fotolog, rede social utilizada por cerca de 30 milhões de utilizadores em todo o mundo. O worm distribui-se inserindo comentários nas páginas dos utilizadores afectados, solicitando que cliquem num link que supostamente permite aceder ao vídeo:
Nas últimas 24 horas, a Panda Security detectou a propagação massiva de um falso alerta de vírus (ou hoax) entre utilizadores do Facebook. Na realidade, trata-se de nova tentativa de infectar os utilizadores com falsos programas antivírus (ou rogueware). O falso aviso é distribuído por e-mail e os utilizadores reencaminham-no ou divulgam-no no Facebook, propagando este hoax.
À semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos meses, com a proliferação de falsos programas de antivírus, no decorrer desta semana apareceram a circular na Web mais três exemplares destas aplicações fraudulentas. LivePcCare, DesktopDefender2010 e APcDefender são os três novos antivírus que apareceram a circular na Web no decorrer desta semana.
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