 A rigidez dos sistemas ERP pode ter um impacto financeiro nas organziações empresariais A rigidez dos sistemas de ERP, que os torna incapazes de lidarem com as necessidades de alterações rápidas e constantes, está a provocar disrupções nos negócios e a levar as empresas a perderem 10 a 500 milhões de dólares entre novas oportunidades que não conseguem endereçar e os atrasos nos processos de lançamento e comercialização dos seus produtos. Esta é uma das principais conclusões de um estudo realizado pela International Data Corporation e patrocinado pela Agresso.
O estudo da IDC, que reúne o relato das experiências de 214 executivos provenientes de empresas dos mais variados sectores de actividade, de médio e grande porte, aponta para falhas graves nas infra-estruturas tecnológicas, cuja implementação custou milhões de dólares à maioria das organizações. O estudo conclui que os actuais sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), não conseguem fornecer uma arquitectura suficientemente ágil, capaz de responder e suportar as necessidades dos negócios e das empresas que enfrentam os desafios de um ambiente em constante e profunda mudança. Descarregue aqui o estudo da IDC: Modificar e manter sistemas ERP Os inquiridos afirmaram que a incapacidade para modificar facilmente a parametrização dos seus sistemas de ERP está a causar sérias perturbações nos seus negócios, atrasando o lançamento de novos produtos, retardando o processo de tomada de decisões e atrasando aquisições e outras actividades comerciais. Como resultado as empresas apontam para a perca de novas oportunidades de negócio, que se cifram num valor de global que varia entre os 10 e os 500 milhões de dólares. O impacto deste efeito nos resultados financeiros das organizações é realmente significativo, com 20,9% dos inquiridos a referirem a queda do valor das acções; com 14,3% a registarem perdas de receita relacionadas com os atrasos no lançamento de novos produtos e 16,6% a reportarem a queda nos índices de satisfação dos seus clientes. “Qualquer alteração que seja necessário efectuar nos sistemas de ERP paralisa toda a organização da empresa, e impede-a de avançar noutras áreas que são vitais para a criação de mais valor", afirmou um dos inquiridos. Outro dos inquiridos acrescentou mesmo que "as prioridades a nível dos investimentos estão a ser deslocadas de projectos de elevado e rápido retorno, para a área tecnológica, simplesmente para garantir que se efectuam as alterações necessárias nos sistemas de ERP”. De acordo com o estudo da IDC, o ritmo acelerado que pauta o ambiente empresarial exige às empresas que suportem a sua actividade em infra-estruturas tecnológicas, capazes de absorverem e comportarem rapidamente todas as alterações que os novos e constantes desafios de mercado impõe. Do total de inquiridos pela IDC, apenas 2,8% revelaram não ter efectuado alterações nos seus sistemas de ERP, os restantes 98,2% referiu níveis de alteração surpreendentes. 43%
| Revelaram fazer alterações contínuas, à medida e ao ritmo das necessidades impostas pelos novos desafios do mercado;
| 16,8%
| Revelou fazer alterações mensais;
| 14,5%
| Procedem a alterações nos seus sistemas diária ou semanalmente;
| 12,2%
| Realiza alterações anualmente
|
O estudo aponta para uma situação complexa que está a levar as médias empresas a gastarem 1,2 milhões dólares anualmente, para realizarem estas mudanças nos seus sistemas. A este valor acresce o elevado custo associado às diversas interferências provocadas nos negócios, pelos processos de alteração dos ERP, contribuindo para agravar ainda mais o impacto desta realidade e aumentar os baixos níveis de desempenho dos resultados financeiros das empresas. "É um facto que a escolha incorrecta de um sistema ERP contribui brutalmente para o insucesso dos negócios das empresas que actuam num mercado em constante mudança!”, afirma Tom Dobbe, VP of Product Marketing da Unit4Agresso, explicando que, “as empresas que actuam em sectores fortemente regulamentados, procedem com frequência à consolidação das suas actividades através de fusões ou/e aquisições, ou da mudança frequente das suas chefias, e têm necessidade de poder adaptar os seus sistemas de ERP a estas realidades, bem como aos critérios de selecção apropriados para seleccionarem novos sistemas”. Os analistas da IDC concordam com a posição da Unit4Agresso: "a IDC acredita que enquanto a mudança for uma variável constante e inevitável nos negócios, as empresas correm o risco de ter alguma dificuldade na avaliação rigorosa do custo e do potencial impacto que as disrupções associadas às necessidades de alteração nos seus sistemas de ERP lhes possam vir a causar”, afirma o estudo da IDC, referindo que, “para os potenciais compradores de soluções de ERP, que se encontrem em ambientes caracterizados por um ritmo acelerado de mudança, isto significa que a agilidade das arquitecturas destes sistemas, no que toca à sua capacidade de suportarem e acompanharem as alterações constantes, poderá vir a ser o mais importante critério de decisão de compra, e a única via para minimizar as perdas e os custos associados a esta necessidade de adaptação permanente”. Áreas responsáveis pela disrupção nos sistemas ERP Os inquiridos construíram um ranking das disrupções de negócio mais frequentemente associadas aos processos de alteração nos sistemas de ERP, efectuados para suportarem as cinco principais áreas de mudança nas empresas: Alterações aos requisitos regulamentares - 20,9% Registou uma queda nos índices de satisfação dos clientes; - 19,7% Registou uma desvalorização do preço das acções; - 17,9% Teve que pagar multas por falta de cumprimento. Mudanças motivadas por processos de reorganização ou/e reestruturação - 22,6% Registou uma desvalorização do preço das acções; - 17,9% Teve que pagar multas por falta de cumprimento; - 16,2% Perdeu a oportunidade de realizar ou teve que adiar um processo de fusão ou/e aquisição. Mudanças devido a fusões ou Aquisições - 21,1% Registou uma desvalorização do preço das acções; - 19,6% Perdeu a oportunidade de realizar ou teve que adiar um processo de fusão ou/e aquisição; - 17,0% Afirmou ter perdido quota de mercado. Mudanças na gestão financeira - 19,4% Registou uma desvalorização do preço das acções; - 18,9% Perdeu a oportunidade de realizar ou teve que adiar um processo de fusão ou/e aquisição; - 17,1% Teve que pagar multas por falta de cumprimento. Mudanças motivadas por novos processos de negócio ou por alterações nos processos existentes - 21,7% Registou uma desvalorização do preço das acções; - 16,7% Teve que atrasar o lançamento de produtos ou aumentar o tempo de disponibilização destes no mercado; - 15,6% Referiu ter sofrido uma diminuição nos níveis de eficiência operacional |